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  • Caroline Pires Ayala

Marketing & moda

Atualizado: 16 de mar.

Marketing & Moda

Primeiramente, lançar e manter uma loja física ou e-commerce demanda tantas providências que o óbvio pode até passar batido. Como, por exemplo, algo tão estratégico quanto definir e entender a persona.


Até mesmo as marcas mais tradicionais, antigas e valorizadas, como Hermès, Burberry, Gucci e Louis Vuitton, começaram sua trajetória de sucesso com uma definição muito clara sobre como era, desde o início, o perfil do seu cliente.


Inclusive, permanecem no topo, até hoje, porque conseguiram evoluir com as gerações e ditar tendências, sem perder o foco.

Se buscarmos os primórdios da história da moda, desde a transição do feudalismo para o capitalismo, as classes mais abastadas, que começavam a surgir, observavam os hábitos de vestuário da nobreza para se inspirar.


Naquela época haviam artesãos e alfaiates, especializados na criação de peças para compor a vestimenta dos nobres. Assim como, atualmente, existem as marcas especializadas em criar coleções e peças exclusivas, e até exuberantes, adquiridas pelos mais ricos.

Entretanto, mais do que qualidade superior, essas marcas alcançaram um patamar de marketing que foi construído, tijolo por tijolo, no decorrer de décadas, criando desejo em todas as classes sociais, porém acessível a poucos.


Contudo, é exatamente por isso que as tendências de passarela, por mais exóticas que venham a se tornar, continuam a ter impacto na produção do vestuário em todos os níveis da cadeia produtiva da moda.


Uma vez que a moda se trata de inovação contínua, é compressível que os diretores criativos das grandes marcas tenham total liberdade para criar, sempre dê olho vivo no comportamento de suas respectivas personas e no contexto social e artístico.


Sim, a moda sofre influência da arte.

Sendo assim, a exuberante criatividade das passarelas impacta, às vezes de maneira pouco eficaz, na produção de vestuário para aquelas personas menos abastadas que consomem em boutiques regionais ou lojas de departamentos.

Ou seja, o comércio que fornece vestuário para a maior parte do público acaba, muitas vezes, esquecendo que as necessidades destes segmentos são diferentes.


Vejamos, por exemplo, a necessidade de se manter com elegância, conforto e bom humor mesmo usando transporte coletivo, enfrentando reuniões de trabalho, sala de aula, e ainda estar bem vestido para um happy hour no final do dia.


Fato é, que o equívoco de saturar as lojas de tendências inspiradas nas passarela acaba desfalcando o varejo de peças que deveriam ser produzidas sempre, variando em tipo de tecido, cores e estampas, simplesmente porque sempre caem bem na maioria dos formatos de corpo.


São decotes, cavas, cortes e caimentos negligenciados em nome das tendências de passarelas. Estou falando de peças que, assim como o bom e velho tênis All Star, deveriam estar sempre disponíveis para os compradores.

De qualquer modo, essas peças clássicas e atemporais, além continuamente renovadas pela tecnologia dos materiais, cores, estampas, detalhes e acessórios, continuariam sendo a “tela em branco” para receber as últimas tendências mais exuberantes das passarelas, seja representadas em complementos ou em acessórios.


Analisando a história da moda, as grandes marcas, as peças de maior desejo, e, principalmente, as roupas que realmente valorizam o visual, é que surge o site www.roupacerta.com.br.


A missão é colocar em evidência as peças clássicas e atemporais, porque deveriam estar sempre disponíveis e como essas peças "mágicas" podem receber as grandes tendências.


Em outras palavras, o site trata sobre o vestuário indispensável e de que forma ele pode se reinventar e usar as tendências para se complementar, uma coleção após outra.


A conceituada e valorizada Hermès é um exemplo perfeito, no qual o uso de peças dos anos anteriores só confirma que o cliente tem um histórico de bom gosto, compromisso com a classe e a qualidade.


Entretanto, o roupacerta.com.br trata sobre como isso tudo deveria ser possível, porém também acessível a grande parte das consumidoras.


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